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quarta-feira, 14 de março de 2012

51212 BIOSHOCK: Um Mar de Sonhos

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... 51212 BIOSHOCK: Um Mar de Sonhos
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... "Eu sou Andrew Ryan e estou aqui para te colocar uma questão.
... Não terá o Homem direito ao suor no seu rosto?

... 'Não!' diz o homem em Washington, 'Pertence aos pobres.'
... 'Não!' diz o homem no Vaticano, 'Pertence a Deus.'
... 'Não!' diz o homem em Moscou, 'Pertence a todos.'

... Eu rejeito essas respostas; em vez disso, eu escolho algo
diferente. Eu escolho o impossível. Eu escolho... Rapture!
... Uma cidade onde o artista não temerá o censor, onde o
cientista não será limitado por falsa moralidade, onde os
grandiosos não serão constrangidos pelos pequenos.

... E com o suor do teu rosto,
Rapture será também a tua cidade."








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... Andrew Ryan
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... Parte I: Bem vindo a Rapture!
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... CAPITULO I: O Renascimento para um Novo Mundo - Bem vindo a Rapture!
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...- O tédio da viagem o fez dormir. Sonolento, mas não um sono realmente pesado. Ele olha ao redor, vários passageiros estão dormindo. Ele olha, então para a janela, e pode ver a luz de um farol, longe... No meio do Oceano Atlântico!
... EMERGÊNICA! EMERGÊNICA! EMERGÊNCIA!!! Um grande solavanco na cabine do avião, todos acordam e começam a gritar, as comissárias de bordo tentaram acalmar os passageiros, mas nesse instante, o avião começa a cair vertiginosamente! As comissárias de bordo são lançadas contra as paredes da cabine, as pessoas gritam desesperadas- nessa hora cai sobre suas faces máscaras de oxigênio, ele tenta colocar uma no rosto, suas mãos não conseguem alcançar, elas balançam muito. Nessa hora a cabine é corrompida e o avião se parte em dois. Ele sente um forte impacto, a parte traseira explode, a parte dianteira avança velozmente em direção à água...
... O impacto foi tremendo. Ele acorda em meio das águas revoltas do Oceano Atlântico, não faz idéia de como conseguiu sobreviver, ele então se lembra da luz do farol. Contra a força das ondas ele nada com todas as suas forças, lutando por sua vida. Sua única chance é tentar alcançar o longínquo farol que havia visto na janela do avião. Nessa hora ele nem sabia realmente se suas lembranças sobre o farol eram verdadeiras ainda atordoado com a queda. Alguns destroços da fuselagem começam a cair em sua direção. Houve então uma explosão, ele teve certeza de que era o único sobrevivente da queda. Ele mergulhou tentando desviar de um destroço, ele mergulhou fundo desviando da fuselagem, ele começa a nadar. Nadar com todas as suas forças para longe das chamas que cobriam o mar... Ele começou então a nadar em direção ao farol, até que o alcançou.
... Perto de conseguir alcançar o farol, ele percebeu que haviam alguns rochedos por perto, ele foi arremessado por ondas contra as pedras, por pouco não morreu. Morrer quando estava tão perto de conseguir se salvar. Mas ele conseguiu. Nas bases do estranho farol, havia uma escada que começava dentro do mar -?- e circundava o edifício do farol, ele estranhou a estranha arquitetura do insólito farol, mas agradeceu profundamente por alguém ter construindo um farol no meio do Atlântico, aparentemente sem nenhuma função real, mesmo a função de um farol, mas graças a esse farol sua vida estava salva. Só então se deu conta da sorte que teve, sobreviver à queda do avião- nesse instante se dá conta que ele era o único-, passa por sua mente se ainda haviam alguns sobreviventes na fuselagem do avião... Mas ele não poderia fazer nada, quase não conseguiu se salvar. Ele então fez uma espécie de prece, enquanto olhava para a direção dos destroços. Estava exausto...
... Ouvindo o quebrar das fortes ondas do Atlântico sobre a pequena escada do farol, ele começou a subir até o topo. Pelo estado de conservação, tinha quase certeza de que havia um guardião no topo. Apesar de não entender ainda o porquê de um farol ter sido construído no meio do Atlântico. Mas uma vez, agradeceu por alguém telo construído.
... Ele finalmente chegou exausto ao topo do farol, imediatamente as luzes se ascenderam do mesmo jeito que a alegria em seu rosto: “Olá?! Tem alguém aqui? Eu preciso de ajuda?”, mas não houve resposta algum. No topo do farol havia uma espécie de antessala, alguns sofá retro, e nenhum sinal de vida. Estava limpo, mas era evidente que não passava ninguém por lá há meses. Talvez anos. Ele pensa que as luzes deve ter sidos acionadas automaticamente por alguma espécie de sistema. Nessa hora passa por sua mente, que o farol era uma estranha obra no meio do nada, sem função alguma, sem um guardião como é de costume nos faróis, e o pior... Sem comida! Sem água! A idéia de ter sobrevivido à queda do avião, as ondas revoltas do Oceano Atlântico, quem sabe até a tubarões, para morrer de fome de sede nesse farol era quase inconcebível em sua mente. Ele não poderia morrer ali, nesse farol, não depois de tudo o que passou. Ele então se ajoelha para recobrar o fôlego e começa a explorar a antessala, no seu centro havia um pequeno aceso, com um lance de escadas que levavam para outra antessala no interior do farol. Ele pensou em descansar um pouco mais no sofá, mas achou melhor ir logo atrás de um rádio ou qualquer coisa que pudesse ajudá-lo, quem sabem alguma comida...
... Ele desceu as escadas para a antessala inferior, com o mesmo estilo de decoração, e com o mesmo aspecto vazio de que não via uma pessoa há anos... – “- Você já sobreviveu ao pior. CALMA! Deve ter algum tipo de rádio aqui! Seria uma brincadeira de muito mau gosto, se “Deus” resolvesse poupar a sua vida para que você pudesse morrer nesse farol estranho, no meio do nada. Deve, não, tem que haver um motivo! Você não sobreviveu à toa”. - Ele tentava se acalmar mentalmente, enquanto vasculhava a antessala. Nas paredes havia alguns cartazes de uns anos atrás, a mobília era do mesmo tipo retro, mas com um estilo, como dizer, futurístico. Futurístico, isso! Essa era essa a palavra que ele procurava. Sentindo com a ponta dos dedos, das mãos frias ainda, sentia o quente veludo de um sofá, um veludo vermelho. No centro da antessala havia uma espécie de cabine, que ele definitivamente não gostou da aparência. Parecia uma espécie de elevador, mas para onde um elevador levaria naquele farol, no meio do Atlântico, e porque um elevador se o Farol nem era tão alto assim – apesar do esforço que fez para subir o lance de escadas até o topo, mas ele estava muito cansado após ter nadado tanto no oceano – mas estava tão cansado, resolveu entrar na sala, havia uma inscrição perto de uma espécie de painel: “Bathysphere”. Ele fechou aporta, acionou um botão, pensado que para algum lugar aquele “elevador” teria que ir, pela lógica para níveis inferiores do estranho farol, já que a única entrada levava ao topo, e lá só havia um lance de escadas para a segunda ante-sala, onde só havia o “elevador”. Ele entrou.
... Sentou-se um pouco no luxuoso sofá, observou o que parecia ser a cabine da, “Bathi..., Bathis...”, Batisfera. A porta do compartimento se fechou. Com medo ele tentou abri-la, mas era inútil, era de aço, muito pesada. Ele pensou em como foi burro de entrar nessa estranha cabine, mas estava tão cansado. Percebeu que havia alguns botões no console perto da parede. Ele, então, começou a mexer, acionado a alavanca, até que a voz se apresentou:

... "Eu sou Andrew Ryan e estou aqui para te colocar uma questão.
... Não terá o Homem direito ao suor no seu rosto?

... 'Não!' diz o homem em Washington, 'Pertence aos pobres.'
... 'Não!' diz o homem no Vaticano, 'Pertence a Deus.'
... 'Não!' diz o homem em Moscou, 'Pertence a todos.'

... Eu rejeito essas respostas; em vez disso, eu escolho algo
diferente. Eu escolho o impossível. Eu escolho... Rapture!
... Uma cidade onde o artista não temerá o censor, onde o
cientista não será limitado por falsa moralidade, onde os
grandiosos não serão constrangidos pelos pequenos.

... E com o suor do teu rosto,
Rapture será também a tua cidade."

... Ele então se sentou no sofá ouvindo estupefato, a voz que explicava tudo, sobre o farol, sobre a batisfera, sobre Rapture! Nessa hora a batisfera foi acionada e começou sua viagem para o fundo do Oceano Atlântico!!! Maravilhado com o que via, ele mal podia acreditar que estava numa espécie de submarino, uma unidade motora subaquática. Ele olhava o fundo do oceano completamente maravilhado enquanto a voz de Andrew Ryan, explicava a maravilha subaquática, a cidade Utópica de Rapture. Seu sonho e seu maior projeto de vida!
... Ele então pensou com um misto de medo e admiração, a maravilha que se apresentava: um gigantesco complexo subaquático, uma cidade, Rapture. Ele nunca tinha ouvido falar em tal maravilha. Logo ele entraria em contato com essa civilização, essa nova sociedade. A sociedade perfeita. Será que ele seria bem vindo, não importava mais, ele não teria, mas escolha. Rapture faria agora parte de sua vida!

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... CAPÍTULO II: O sonho acabou! Começa o pesadelo!
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... Ele saiu da batisfera, o sonho da sociedade Utópica acabou assim que ele saiu da batisfera. Rapture parecia estar em guerra. Sujeira, escuridão, poças de água para todos os lados. Pilhas e pilhas de entulho, pequenas explosões, gritos de desespero barulho de tiros! Tiros! Ele mal pode acreditar o tão rápido o sonho da sociedade utópica se tornou em um pesadelo. Tiros! Estava havendo algum tipo de guerra em Rapture ou algo do gênero. Seu primeiro extinto foi em se esconder, ir para longe da batisfera, seja lá quem forem os habitantes de Rapture poderiam não gostar de um intruso em sua cidade, ainda mais em tempos de guerra. Nessa hora o pensamento de que Rapture era um total segredo para o resto do mundo lhe passou pela cabeça. Talvez os habitantes de Rapture não apreciassem um estranho, muito menos em tempos difíceis, um estranho que pudesse ameaçar o anonimato desse ‘”paraíso” subaquático. Ele então procurou alguma coisa para se defender e foi se esgueirando pelas sombras, atrás de algum lugar que pudesse ser seguro. Seguro, não parecia realmente que algum lugar nessa cidade pudesse ser seguro. Os gritos de pessoas não muito longe de onde ele estava não paravam de lhe lembrar, que ele ainda não estava seguro. Ao contrário, desde a queda do avião, ele nunca esteve em estado de perigo tão real, como se encontrava agora. Em Rapture!
... Ele então resolveu voltar para a batisfera, se ela o trouxe para Rapture, talvez ele pudesse voltar para a superfície. Qualquer coisa era melhor que aquele lugar. Mesmo que fosse um farol no meio do Atlântico. Ele entrou na batisfera e tentou acionar alavanca, mas não adiantou nada. Até que outra voz surgiu na bastifera:





... - “Faça o que eu digo se você quiser viver.”

... Ele olhou pela bastifera e foi até o som, vinha de um antigo rádio de ondas curtas, que estava na bastifera, em um misto de espanto e medo, ele pegou o rádio e ouviu atentamente as instruções:

...”- Olá estrangeiro. Meu nome é Atlas. Eu sou um habitante de Rapture. Eu me encontro protegido em ponto secreto de Rapture. Eu preciso de sua ajuda e Você precisa de mim.

... - Nesse momento, milha família se encontra perdida e eu não posso ajudá-los. Eu preciso de sua ajuda para salva-los e você precisa de mim para sobreviver. Do contrário minha família morrerá e você também. Agora eu preciso saber se você quer sobreviver e se vai me ajudar a salvar minha família.

... - Eu preciso de uma resposta agora:

... - Você vai me ajudar, sim ou não?”

... Ele mal acreditou no que estava ouvindo, mas não hesitou em responder, sim! Atordoado com o que estava vivendo nos poucos momentos na utopia de Rapture, ele ouviu atentamente as informações de Atlas, com seu coração palpitando, sentindo uma adrenalina no corpo como nunca sentiu antes. Sabia que havia algo de muito errado nesse lugar, e sentia que cada segundo ali, poderia ser o último de sua vida.

...”- Rapture foi criada por Andrew Ryan em 1956, e foi idealizada para ser uma sociedade perfeita, onde o artista não temeria o sensor, os cientistas não seriam limitados por falsos conceitos de moralidade e de ética, e isso causou sua atual situação. ... - Rapture está em guerra.
... Tudo começou quando uma cientista descobriu acidentalmente, uma espécie de lesma marinha, que possuía em suas células uma capacidade extra-ordinária de curar e regenerar qualquer tipo de ferimento no corpo humano. O que estou preste a lhe revelar, pode parecer um absurdo e inimaginável no mundo externo. Mas não duvide do que vou dizer, pois isso pode custar a sua vida e a de minha família. Com o estudo e desenvolvimento dessa capacidade descoberta nessa lesma marinha, os cientistas de Rapture desenvolveram graças às pesquisas da Doutora Bridgette Tenenbaum, descobridora da propriedade da lesma, que secretava células estaminais puras, que foram chamadas mais tarde de ADAM, sendo desenvolvido a partir da ADAM o soro EVE, puderam então esculpir e regenerar o corpo humano de uma maneira que nunca foi imaginada antes. Esse soro tem a capacidade de dar aos seres humanos poderes especiais, através das Plasmids, elas alteram os genes humanos permitindo as pessoas de terem alguns tipos de poderes, como a capacidade de levitar objetos com a força de sua mente, alterar a morfologia de seus corpos e fazer combinações entre as várias Plasmids desenvolvidas. Quanto maior fosse o uso da ADAM e dos Plasmids, mais a pessoa precisava, pois o ADAM ia pouco a pouco substituindo as células do corpo por uma versão em células estaminais, como um câncer benigno. Isso deu poderes que nunca puderam ser sonhados pelos humanos, entretanto, aumentava a dependência das pessoas por ADAM, pois o abandono do uso do ADAM causava sérias deformações e tornava os usuários psicóticos e violentos, logo o uso da ADAM não poderia cessar. Isso causou o atual estado de Rapture.
... Agora, preste atenção, pegue o que puder achar para usar como armar, aos poucos você vai saber mais sobre a ADAM e as Plasmids, por enquanto, vamos ver se você consegue permanecer vivo, eu vou guiá-lo pela cidade. Você vai encontrar ADAM e vai ter que aplicar em si mesmo, se não fizer isso, você não terá chances de sobreviver. Você não terá escolha.
... Agora, vou guiá-lo pela decadente Rapture.

... Então, ainda em estado de choque com o que acabará de ouvir, o estrangeiro começou sua aventura pela decadente e caótica cidade de Rapture. Ele começou a andar pelos becos escuros e alagados, ele não tinha se dado conta ainda. Se não fosse pelo caos que reinava, a sujeira, os gritos, Rapture era uma perfeita réplica de uma cidade, excluindo claro, o fato de estar escondida no fundo do Oceano Atlântico. Mas havia certo ar retro na cidade, no que podia ver, tudo remetia a um passado recente de glamour do início dos anos 50. Enquanto ele andava se esgueirando pela escuridão, um grito horrível ecoou bem perto de onde estava. Seu coração começou a bater acelerado, nessa hora ele sussurrou no rádio para pedir ajuda para Atlas. Ele então esbarrou em alguns escombros, e perto dele, no chão havia uma chave inglesa, que logo pegou para usar como uma arma. Atlas não respondeu ao pedido de ajuda. Ele decidiu que ficar parado nessa área só iria atrasar suas chances de sair com vida desse inferno. Isso porque ele ainda não havia encontrado nenhum psicótico cidadão de Rapture afetado por essa tal de “Adam”. Ele pensou nos gritos que ouviu, não apreciam ser de alguém em perigo, mais pareciam de uma besta descontrolada, gritando irracionalmente, como um drogado em crise de abstinência. Ele decidiu remover uns escombros que bloqueavam a passagem na rua para o outro lado do que parecia ser uma espécie de avenida, ele começou a remover, tentando fazer o mínino de barulho possível. Não sabia se realmente poderia confiar nesse tal de Atlas, mesmo porque se Rapture estava em guerra, quem garante que ele não era mais um psicótico querendo guiá-lo para uma armadilha, ou mesmo querendo que um estrangeiro morresse logo, mais o fato da suposta família de Atlas está perdida, e de que ele precisava de sua ajuda para salva-los... Mas, porque ele mesmo não sai à procura deles? Talvez estivesse preso, em alguma espécie de prisão, seja o que for, ele não teria escolha, a não ser acreditar no que Atlas dizia, mas mantendo a precaução de que estava em uma zona de guerra. Qualquer um poderia ser um provável inimigo. Na guerra, o lado certo é sempre aquele que vence no final.
... Ele removeu alguns entulhos que bloqueavam a rua, ele então passou para o outro lado do que parecia ser uma avenida, quando ele mal colocou os dois pés no outro lado, um barulho em sua direção! Um sofá em chamas foi atirado em sua direção! Ele quase não conseguiu se desviar, quando há alguns metros de onde estava apareceu o primeiro cidadão psicótico de Rapture! Era uma figura horrenda, o rosto deformado, parecia está gravemente doente, apesar disso, era visível que tinha uma força sobre-humana, a julgar pelo sofá em chamas que acabará de arremessar. A criatura veio correndo em sua direção com uma velocidade incrível, principalmente considerando o estado de saúde que aparentava. Havia algumas faixas, ou gases cobrindo parcialmente parte do seu rosto, a criatura veio grunhindo sons incompreensíveis, com o coração a mil, ele pegou a chave inglesa e esperou o ataque daquela coisa. Ela então pulou em cima dele, que golpeou violentamente a cabeça da criatura com a chave inglesa, se a criatura era tão forte o quanto parecia, era melhor concentrar os ataques na cabeça, pois poderia ser facilmente morto por ela. Ele acertou quatro, cinco, seis golpes na cabeça da criatura, enquanto ela gritava, o golpeando com as mãos, arranhando e tentando morde-lo. No sétimo golpe, finalmente a criatura vacilou e caiu no chão. Ele levantou-se rapidamente, dando um chute no tórax daquilo que um dia foi um homem, talvez de 25 ou 30 anos. E quando ela se contorcia no chão, ele deu um golpe com todas as suas forças na cabeça, partindo o crânio, saindo um líquido preto com um odor fétido e gosmento que o deu ânsia e vontade de vomitar. Mesmo assim, a criatura ainda se contorcia, dando gritos cada vez mais altos, ele se afastou da agonizante criatura, perplexo pelo que havia feito nesse momento Atlas se manifestou no rádio, dizendo para que ele recuperasse o fôlego e saísse dali imediatamente. Pois logo, os gritos da criatura atrairiam mais Splicer para lá. Suas pupilas se dilataram, os pensamentos de estar cercado por mais criaturas como esta, ele mal conseguiu dar conta de um quanto mais de várias... Ele então, se levantou, respirou fundo e saiu na direção da avenida, sempre se esgueirando pelas ruas, com medo do que ainda poderia encontrar. “-Espere!” Atlas disse para que ele pegasse um pacote com a criatura, deveria estar perto do corpo, ele não entendeu o porquê, mas obedeceu. A criatura ainda se mexia, ele voltou rapidamente para perto de onde ela estava, e viu uma espécie de bolsa perto do corpo, ele retirou do corpo e seguiu pela avenida. Atlas disse para que ele entrasse em uma loja próxima, que provavelmente deveria ser segura, - provavelmente!- ele indagou mentalmente, ele abriu a porta que não estava trancada. Aparentemente era segura. Desde a morte da primeira criatura, ele não ouviu mais nenhum ruído naquela parte da cidade, deu sorte, ele pensou.
... ‘-Atlas, o que era aquilo, era uma espécie de pessoa doente, eu não sei, o que diabos está acontecendo aqui?”
...- Era um Splicer. Um doente, um viciado pela ADAM. Vou tentar ser breve, tempo é uma coisa que você e eu não temos. Quando foi descoberto as propriedades da lesma marinha que mencionei, as propriedades das células estaminais puras secretadas por ela, que foram chamadas de ADAM, foram estudadas graças ao financiamento da FONTAINNE FUTURISTICS, empresa do rival de Andrew Ryan, Frank Fontaine. A Fontaine Futuristics sendo criada, a Drª. Tenenbaum passou a investigar a Adam. Ela descobriu que a substância podia ser usada para aumentar as capacidades físicas e mentais do corpo humano, tratar doenças e curar ferimentos. O seu parceiro de investigação, o Dr. Shuchong, começou a desenvolver uma série de modificações genéticas a partir de Adam processado chamadas Plasmids, com o nome código "Lots". Estes davam aos humanos poderes especiais e capacidades adicionais através de um soro chamado Eve. Enquanto Suchong se embrenhou em desenvolver diferentes aplicações dos Plasmids, Tenenbaum focou-se no estudo das propriedades genéticas da própria Adam.
... Então, Rapture caiu porque todos se tornaram viciados, nessa ADAM, nesse soro... Eve. Mas como vocês não perceberam que isso fazia mal ao corpo, como as coisas chegaram a esse ponto?
... – É complicado. Em parte tudo se deu graças à guerra entre Andrew Ryan e Frank Fontainne. Ryan se tornou um déspota tirano, enquanto Fontainne enriqueceu as custa da ADAM e dos melhoramentos genéticos gerados pelas Plasmids. O problema foi que quanto mais e mais as pessoa usavam a ADAM, as plamids e o soro EVE que permitia os melhoramentos genéticos, mais e mais elas precisavam. Isso porque a ADAM ia pouco a pouco substituindo as células do corpo por versões estaminais instáveis, como uma espécie de um câncer benigno. E isso tornava possível os melhoramentos genéticos e a aquisição de poderes, mais deixava a estabilidade do corpo comprometida gravemente. Essa instabilidade gerou a criatura que você matou, porque quanto mais usavam, mais precisavam da ADAM, esta instabilidade foi o que lhe deu as propriedades especiais, mas causava também graves deficiências cosméticas e mentais. ... Tornou-se um ciclo-vicioso; quanto mais Adam se consumia, mais Adam era necessário para fazer regredir os danos. Enquanto isto era catastrófico do ponto de vista clínico, era maravilhoso do ponto de vista econômico.
... – Acrescente a isso a guerra de Ryan e Fontainne pelo domínio de Rapture. O resultado é o que você pode ver agora.
... Veja a bolsa que Você pegou do splicer. Deve ser um kit médico. Antes das deformações, todos que usavam o Adam carregavam consigo uma, com kits para remeter certos danos causados pelo abuso do Adam. Você vai precisar deles. Principalmente quando encontrar um Plasmids. Você não terá escolha se quiser sobreviver. Rapture está infestada de Splicers, sem falar... Bem, se quiser viver, vai ter que usar a Adam. Você não vai conseguir sobreviver, apenas com uma chave inglesa como arma – Nessa hora, ele percebeu que estava sendo vigiado...- , você deu sorte. Mas vai chegar a hora de fazer modificações genéticas com as Plasmids. Isso se você realmente quiser sair com vida de Rapture. Por hora, descanse um pouco. Não faça barulho, procure alguma comida. Depois lhe darei mais instruções sobre o que fazer.
... “-Quem é você realmente?!”
...”-Como sabe que tenho uma chave inglesa, eu não disse isso. O que você quer afinal?!”
... – É justo. Meu nome é Atlas. Eu não menti sobre isso. Eu sei que você tem uma chave inglesa, que usou ela como arma para matar o Splicer, porque eu estou te vigiando desde que você chegou a Rapture. Eu sou o último líder da resistência contra o governo tirano de Andrew Ryan. Ele assassinou Fontainne, assimilou a Fontainne Futuristics, assumindo a hegemonia da tecnologia da Adam e dos Plasmid. Andrew Ryan sitiou Rapture. Aonde você for, haverá os olhos de Andrew Ryan. Ela sabe tudo. Vê tudo. Controla tudo. Ele já sabe que você está aqui. Ele sabe que eu estou te ajudando. Ele vai tentar te matar. Ele instalou em toda a Rapture, câmeras de vigilância, existem também unidades motoras de vigilância- robôs – eles foram programados por Ryan para fazer a segurança de Rapture, para manter o controle no que restou de Rapture. Existem poucos humanos sadios em Rapture, os que sobreviveram à guerra de Ryan contra Fontainne permanecem sitiados, escondidos em áreas isoladas de Rapture. Como a minha família. Ele vai usá-los para me força a sair do meu local seguro, para assim me matar a acabar com a última esperança da resistência dos humanos livres de Rapture. Eu preciso de sua ajuda, e agora você não tem escolha. Você precisa de mim. Sem minhas orientações, os exércitos de Splicers de Ryan o encontraram e o mataram.
... Agora, existem mais coisas que você precisa saber. Little Sisters e Big daddys.
… Você já está há muito tempo nessa loja, espero que tenha aproveitado. Sei que deve ter mais dúvidas, você pode conseguir mais informações em ACCU VOX existentes em quase todas as áreas. Um aparelho desenvolvido para ser uma espécie de diário de voz, foi um produto de muito sucesso entre a elite de Rapture, todos que eram alguém tinham seu próprio ACCU VOX. Você pode aprender muito ouvindo esses ACCU VOX, mas não percam muito tempo em nenhum lugar. Eu explicarei mais a seguir, por enquanto saia e procure uma escada perto de onde você está subindo a avenida e siga em frente. Vá agora, não tem nenhum Splicer no caminho. Você vai encontrar sua primeira Plasmid lá. Vá agora!
... “É bom você não estar me enganando. Eu não vou ser sua marionete, uma peça nessa guerra insana que vocês causaram. A meu ver, Rapture e seus habitantes merecem o que aconteceu. Se Você estiver me enganando, Ryan vai ser o menor dos seus problemas. Eu vou sair daqui. O mundo vai conhecer as atrocidades cometidas nesse “Paraíso”.
...- Com determinação em seus olhos, ele saiu da loja, disposto a enfrentar tudo e qualquer coisa que atravessasse seu caminho, Essa cidade, os habitantes, a guerra de Ryan e Fontainne, tudo isso era uma abominação grotesca! Ele certamente faria de tudo para sair dali com vida. Ele estava sentindo um profundo desprezo por toda essa cidade e aquelas pessoas que ousaram brincar com a natureza e o sagrado da essência humana.
... Ele faria de tudo para sobreviver. Ele não iria morrer nessa cidade. Ele sobreviveu ao acidente de avião, as chamas e destroços que caíram sobre ele. As ondas do Atlântico. Nada e ninguém nessa cidade maldita tirariam a sua vida. Ele estava agora, obstinado a viver!


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... CAPÍTULO III: Sacrifícios de Guerra vs. Humanidade
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... Com um espírito diferente desde que chegou a Rapture, a onda de medo e cansaço que haviam tomado a sua alma, haviam se transformado em uma onda de desprezo, mais que isso, uma súbita onda de orgulho, orgulho por sua humanidade, revoltado por tudo o que Rapture significava. Experiências com humanos. Alterações genéticas. Super poderes. Humanos deformados, psicóticos... Rapture era uma grande merda, uma merda que ele não faria parte. Foda-se Atlas, Fontainne, Andrew Ryan. Tudo o que ele queria era dar o fora dessa grande porra chamada Rapture. Todo o resto que se foda!

... Por hora, decidiu seguir as orientações de Atlas. Se ele o estava usando, como uma marionete nessa guerra por poder, ele também o usaria. Sua indignação com os fatos ocorridos em Rapture não poderiam impedir de aproveitar essa fonte de informações chamada Atlas. Fonte para se manter vivo.
... Ele foi, então, pela avenida, na direção que Atlas havia indicado. Perto de um prédio, havia uma escada que ele logo subiu. No fim da escada havia uma espécie de porta metálica, um tubo, mas estava lacrado. Havia um pequeno cilindro metálico no chão. Nessa hora, Atlas o chamou pelo Rádio.
... Pegue o cilindro, eu o enviei.
... – “Como você enviou?!” - Ele perguntou. Atlas respondeu: “Ryan desenvolveu Rapture para ser totalmente auto-sustentável, para que não fosse necessário para os habitantes de Rapture depender do mundo externo, foi desenvolvido um complexo sistema semelhante aos correios por assim dizer. Dutos de sucção e canalização que interligam pontos da cidade, eu enviei isso para você através deles. Abra o cilindro agora! Eu já disse cada minuto que você desperdiça pode ser o seu último. O último de minha família!
... Ele abriu então a maleta, na verdade um cilindro. Nele havia uma seringa com um liquido amarelo... Uma espécie de relógio como um cronometro estranho. Ele então perguntou:
... –“Mas que merda é essa?!”
... – Atlas: Um plasmid, extremamente poderoso. O Electro-Bolt. Com ele você vai poder atirar rajadas elétricas em seus inimigos. Acredite, esse plasmid será muito útil. Você pode fazer uma combinação desse poder com a arma que você tem.
... – Ele: - Tá de sacanagem! Você não disse que essas pessoas ficaram deformadas e psicóticas por causa dessa bosta. Você pensa que eu injetar isso, ta muito enganado!
... – Atlas: - Você não vai ficar deformado por isso. As plasmids só causam deformação e dependência se forem usadas em abuso. A maioria das pessoas que ficaram psicóticas, tornando-se Splicers, além das Plasmids, fizeram grandes alterações com fins estéticos usando o soro Eve. Logo, Precisavam de mais e mais ADAM para manterem a estabilidade física e a tão sonhada “beleza estética” alcançada. Os poucos plasmids que você vai usar, vão causar algumas alterações no seu corpo. Mas reversíveis. A menos que você queira mais poder do que vai conseguir com elas. Poder que será muito útil acredite, se você quiser se manter vivo. A escolha é sua. Mas não se esqueça Ryan já está em seu encalço, e ele tem um exército de poderosos Splicers, que logo chegaram aqui.
... Sem ter opções, ele não teve escolha do que aplicar a injeção com a sua primeira modificação genética. Sua primeira Plasmid, seu primeiro contato com a Adam. Pensou por um segundo, se ele se tornaria um viciado como aconteceu com os habitantes de Rapture. Não! Ele não se tornaria um desses Splicers, não teriam sua humanidade perdida, mesmo que tivesse que usar as Plasmids. Ele não se tornaria igual a essas pessoas que ele tanto desprezava.
... – Preste atenção: coloque o relógio no braço esquerdo, ele é um medidor de Eve. Você vai precisar do soro para ativar as propriedades dos Plasmids. Na seringa com o Electro-Bolt, já contém a quantidade de Eve necessária para ativar a Plasmid. Quando a barra azul estiver acabando, você terá que conseguir Eve. Se não morrerá.
...- Como eu vou morrer! Você disse que isso não ma afetaria tanto, como você quer que eu use algo que vai me matar?!
...- O uso da Adam não pode ser interrompido bruscamente, quando você conseguir sair de Rapture e se você conseguir sair, devera cessar aos poucos com o uso da Adam. Se fizer isso você não terá problemas, existem máquinas de vendas de Adam, de soro Eve, e de Plasmids. Quando estiver andando, veja se consegue algum dinheiro pela cidade, mesmo com alguns Splicers que você matar. Não perca a oportunidade de vasculhar os ambientes, todo o que você puder achar, poderá ser útil para sua sobrevivência.
... Não perca mais tempo, aplique a Plasmid agora.
... Sem ter opção, sabendo de que isso dependeria sua vida, ele pegou a seringa e aplicou no braço.
... Lentamente viu o estranho líquido amarelo deixando a seringa e penetrando suas veias. Sentiu uma estranha sensação percorrendo o seu corpo. Como se dopado, sentiu o cansaço e o sono que o dominava a cada segundo, então deu um grito, e suas pupilas se dilataram. Percorrendo por seu corpo uma estranha energia e um poder que crescia quase o enlouquecendo. Poder. Poder. PODER!
... Ele desmaiou.


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... 1959: FELIZ ANO NOVO!
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... Baile de máscaras, Réveillon de 1958, Restaurante Kashmir:

... Todos os principais habitantes de Rapture estavam no Kashimir para o baile de máscaras do ano novo. Usando caras máscaras de coelho, eles se vangloriavam em seu paraíso particular, isolados do mundo enquanto, bebendo os melhores champagnes, comendo as melhores iguarias de Rapture, esperavam a virada do ano novo. Entre eles, estava Diane McClintock, a namorada de Ryan. O próprio Ryan estava recolhido, trabalhando até altas horas – como de costume - no Hephaestus, algo que McClintock já esperava. Ela se reservou em uma parte mais silenciosa do salão de bailes, foi gravar no seu Accu-Vox – dispositivo eletrônico semelhante a um diário de voz, muito popular entre a elite de Rapture, todos que eram “alguém” possuíam um – estava cansada da frieza e da insensibilidade de Ryan, ele sempre e deixava sozinha para cuidar de seus afazeres, tinha sempre algo a fazer, alguma decisão a tomar... Ele não tinha percebido, mas tinha se tornado um escravo de Rapture, quando se ouviram tiros e gritos vindos da festa. Enquanto isso, no Hephaestus- sede do governo e das ações de controle de Ryan sobre Rapture, onde ele tomava todas suas decisões – ele vislumbrava as altas horas, antes vésperas do ano novo, o seu sonho, que havia se tornado realidade: Rapture. A sociedade humana perfeita, a cidade humana perfeita. Isolada do mundo, livre de qualquer influencia externa, qualquer tipo de religião, sistema, onde cada um valeria pelo seu próprio esforço. E tudo isso começou, na Rússia, quando ele ainda se chamava Andrei Ryan. Um pobre órfão da revolução Russa, que conseguiu fugir para as Américas, e assim formar sua grandiosa fortuna, a custa de suas invenções, à custa de seu suor e de seu merecimento.
... Quando as notícias do ataque chegaram até Ryan, ele só teve tempo de se recolher, quase perdendo a vida no ataque. Milhares de Plincers – pessoas que sofreram alterações genéticas, com o aumento se sua força e habilidades físicas, adquirindo deformidades cosméticas e funcionais, sob o domínio de Plasmids de controle mental serviam como soldados fiéis aos seus “donos”-, estavam atacando o tradicional baile de máscaras do famoso restaurante Kashimir, na qual eram celebradas festas lendárias, os Plincers de Atlas, o novo chefe da resistência contra Ryan, incitava as populações pobres de Rapture, a invadirem a festa pilhando os ricos de Rapture. Atacados de surpresa e com grande violência a maioria saiu gravemente ferida ou morta. McClintock sobreviveu ao ataque, mas ficou com o rosto gravemente deformado, ao ponto de não poder ser reconstituído mesmo com o uso da ADAM.
... O próprio Ryan e a Dra. Tenenbaum – descobridora da propriedade do ADAM - sobreviveram, mas esconderam-se para evitarem serem atacados. Estava assim, começando a cair por terra, todos os sonhos de Andrew Ryan.

***


... Ele acordou com a voz de Atlas no rádio, haviam se passado poucos minutos, mas parecia bem mais. Ele se levantou e como que por extinto, disparou com as mãos uma rajada elétrica que parecia emergir de sua coluna vertebral para todo o seu corpo, concentrando-se nos seus braços até suas mãos... Uma rajada elétrica, o Electro-Bolt Plasmid!
... – “Você esta sentindo o poder da Plasmid agora, o Electro-Bolt, não é fascinante, tanto poder, algo que vocês estrangeiros jamais sonhariam... Talvez esteja mais fácil para você compreender a sede de poder que levou a guerra em Rapture. Você pode não admitir, mas o gosto do poder que está sentindo agora, o aproximou de todos a Rapture, todos que você tanto despreza, você está sentindo o gosto das modificações genéticas... Logo sua sede pelo poder, pelas modificações genéticas, quando você começa não pode parar, a sensação de melhorar, aumentar as habilidades físicas e psíquicas, e isso porque você só conheceu sua primeira Plasmid... Logo você será tomado pela sede de poder, pela sede de Plasmid, pela sede de ADAM! Agora, não esqueça, a barra azul no relógio que você tem, é um medidor de soro EVE, quando ela estiver acabando Você terá que conseguir mais EVE, mais ADAM, senão morrerá! Agora prossiga por esse caminho. Na sua frente deve haver uma portar circular metálica. Ela está bloqueada, concentre-se nela e use o Electro-Bolt, atinja aporta e ela abrirá. É uma Bathisphere de conexão, que interliga a outro ponto de Rapture. Não se preocupe com o tempo você vai dominar perfeitamente o poder dos Plasmids! Vá!
... Ele não respondeu as provocações de Atlas, tocou com as mãos a porta metálica da Bathisphere, tentou se lembrar da sensação que teve ao acordar, o poder do Electro-Bolt fluindo no seu corpo, fluindo em suas mãos... Ele se afastou um pouco e com um golpe de braços, atingiu a porta com uma rajada elétrica na porta que se abriu. Era uma espécie de túnel circular. Ele seguiu seu caminho, com um último conselho de Atlas. Um combo. Ele deveria usar contra os Splicers que aparecesse, ele deveria paralisá-los com uma rajada elétrica e depois matá-los com a chave inglesa. Era melhor que isso funcionasse. Ele não parava de pensar que sua exploração por Rapture, o levaria ao encontro com mais e mais Splicers, o encontro com Ryan... E que sabe quantas aberrações mais poderiam existir em Rapture.
... Ele então começou a percorrer o tubo, era uma intermediação entre dois pontos da cidade, uma Bathisfera que levava de um ponto a outro. Perto de lá ele percebeu uma estranha máquina, Atlas disse que ele não deveria ser preocupar com ela por enquanto, disse apenas que se chamava Vita-Chamber, e que servia quase que exclusivamente para o uso de Ryan. Ele também não queria ficar parado por muito tempo lá, resolveu que não deveria se preocupar com isso, por enquanto.
... Enquanto caminhava pelo tubo de ligação, ficou chocado ao ver a cena que se apresentava a sua frente. Parte da fuselagem do seu avião havia caído e afundando sobre o caminho da Bathisfera, ele mal pode acreditar. Mas uma vez, ele pensou na sorte que teve ao ter sobrevivido ao acidente do avião. A está hora poderia estar no fundo do Atlântico, tendo como túmulo as águas geladas da Islândia. Veio à mente dele os outros passageiros e tripulantes do avião, que não tiveram a sua sorte... Sorte. Será que ele sobreviveu ao túmulo do oceano Atlântico, para acabar tendo como seu túmulo, a cidade de Rapture, seria este o seu destino. Morrer e ter como túmulo, o fundo do Atlântico... Ele teve que pensar em como fazer para tirar os destroços do avião do caminho da Bathisfera. Ele não teve dificuldades, pensou em usar mais uma vez o poder do Electro-Bolt, já que a água conduz eletricidade, pensou se disparasse uma descarga forte de eletricidade, poderia fazer os destroços da fuselagem saírem do caminho. Ele tocou com a mão, as paredes da Bathisfera, se concentrou mais uma vez, e disparou as descargas elétricas... Funcionou! O electro-Bolt fez a fuselagem sair do caminho e afundar definitivamente no fundo do Atlântico... A Bathisfera seguiu o caminho para o outro ponto da cidade, ele olhou pela última vez, para a direção dos destroços que não eram mais visíveis, esperando ter um destino melhor do que aquelas outras pessoas.
... Saindo do tubo de conexão ele pode perceber outro ponto dessa estranha cidade. O caminho era todo metálico, as paredes de um aço reforçado, com inúmeras poças de uma água extremamente gelada, espalhados pelos corredores minúsculos e escuros. Havias alguns cartazes, algumas luzes em neon, decorando algumas fachadas das lojas, parecia ser um centro comercial, com certo ar nostálgico pode perceber que havia um jukebox em ótimo estado de conservação em frente a uma loja. Já era raro encontrar uma dessas mesmo nos Estados Unidos, ele foi na direção dela, tocou com um certo ar nostálgico. Apesar de estar em lugar decadente, parecia estar em razoável estado de conservação, por um instante se esqueceu de todas as mazelas que Rapture tinha sido até aquele momento. Por um momento, ele pensou que a idéia de Ryan, de criar uma cidade própria, livre de qualquer influência do mundo externo, livre de todas as desgraças e complicações desse mundo louco de 1960... Um pedaço de um mundo antigo, os anos dourados, jukebox, roupas mais formais, as músicas antigas, Frank Sinatra, a era de ouro do cinema, as músicas antigas, onde a vida era mais simples, onde os jovens se reuniam em sorveterias para dançarem o twiste, comerem sawdeis... Poderia ter sido mesmo um paraíso, um paraíso nostálgico dos anos 50... Mas tudo acabou nisso. Uma súbita onda de tristeza se abateu sobre ele.
... Sentindo com os dedos, o suave designe da máquina, os cantos arredondados, as cores, os discos, como ele queria ter uma moeda para colocar na máquina, escolher uma música... Nesse momento, seus olhos brilharam, ele mal pode acreditar quando viu um pequeno brilho, perto da entrada de uma loja, uma reluzente moeda de prata, quase que gritando por sua atenção, concedendo um minuto de sonhos nesse intenso pesadelo que era Rapture, ele deu um pequeno sorriso, caminhou até a entrada da loja, se abaixou e pegou a moeda de prata. Ele foi até o jukebox, e colocou a moeda. “- Será que ainda funciona...”
...- Ele colocou a moeda no jukebox, e como um passe de mágica, ela ainda funcionava! A máquina então foi acionada, ele escolheu uma música das disponíveis no menu, algumas opções já não eram legíveis, mais não importava muito, a maioria das músicas ele nem conhecia, algumas só de nome, mais não importava muito. Tudo o que ele queria era um pouco de alegria, mesmo que fosse por um breve momento.

...` Ele escolheu uma das opções ainda legíveis, a máquina então foi acionada, o seletor escolheu o disco da música dentre vários do interior, e colocou sobre a bandeja o antigo “bolachão”, a agulha então começou a percorrer as ondas circulares, enchendo o ambiente triste, escuro, úmido daquela cidade, por um momento que fosse, com um pouco de alegria...

Dream
When you're feelin' blue
Dream
That's the thing to do
Just watch the smoke rings rise in the air
You'll find your share of memories there
So dream
When the day is through
Dream
And they might come true
Things never are as bad as they seem
So dream, dream, dream...
... Por um momento, aquela suave música que preencheu o ambiente com uma força incrível, trouxe de volta toda a magia e glória dos anos 50, toda a magia e glória que um dia Rapture teve, no auge de sua glória.
... Enquanto se deliciava silenciosamente com a melodia triste da música, ele quase se esqueceu de onde estava. Mas resolveu se dar esse poucos minutos de descanso, seu cansaço físico havia sumido quase que por completo, quando ele aplicou a Plasmid, havia se curado de alguns ferimentos causados ainda pela queda do avião, quase que instantaneamente, mas sua alma... Essa estava muito cansada, tudo em Rapture era tão pesado, negativo, o deixava deprimido, lhe tirava o ânimo, essa música tinha um efeito sobre ele muito maior do que qualquer Plasmid que pudesse existir em Rapture. Os cientistas de Rapture poderiam ter conseguido grandes feitos médicos com o desenvolvimento e estudo do ADAM, mas com certeza, nunca conseguiram desenvolver um remédio melhor para curar os males da alma, do que a música. Aquela doce música, provavelmente deveria ser a única coisa doce nessa cidade. A última lembrança nostálgica dos seus tempos de glória.
... Ele se distraiu com a doce melodia música, até que pelas sombras, dos becos escuros da cidade, começaram a surgir estranhos vultos, como se organizando, indo com grande velocidade de um ponto para outro, cercando o pobre estrangeiro que só queria um minuto de paz. Mas a realidade de Rapture era cruel. Um minuto de paz era algo que ele não poderia ter.
... – Cuidado! Você está sendo cercado!
... Ele mal teve tempo de ouvir o aviso de Atlas, quando um Splicer apareceu das sombras, pulando em sua direção. Com um grito terrível que ecoou por toda a triste área, abafando o som do jukebox, ele se virou na direção da criatura mais não teve tempo de se esquivar. A criatura o golpeou lançando-o contra a parede do outro lado da rua. O jukebox foi destruído e o som do disco sendo riscado produzindo um “zuuuuuuuum”, foi o último som produzido por ela.
... Ele então se levantou com uma agilidade incrível, se recuperando quase instantaneamente da queda. Era óbvio que era resultado do Plasmid. Com um ódio tremendo por ter tido seu minuto de paz destruído, pelo jukebox que foi destruída, ele dirigiu um soco na direção da criatura, lançando um poderoso raio de ódio e eletricidade, a criatura gritou mais forte, se retorcendo. Ele não deu tempo para que ela se recuperasse, atingindo-a com um forte impacto da chave inglesa, esmagando sua face deformada. Ele mal teve tempo de respirar, quando uma horda de Splincers apareceu, cercando-o com uma extrema velocidade! “–... Mais que merda!” Os Splincers começaram a atacá-lo, ele então começou a atirar contra eles, usando o poder do electro-Bolt, ele mal pode perceber, mas também estava mais rápido, sua velocidade e agilidade pareciam aumentar com o passar do tempo. Quando mais ele usado o poder do Plasmid, mas ele se aprimorava, mais ficava forte e ágil. Os Splincers começaram a agredi-lo com toda sua fúria e violência, ele revidava com os raios do electro-Bolt, enquanto golpeava com a chave inglesa. Ele conseguiu matar alguns, mais eles pareciam surgir de todos os lugares, se ele continuasse assim, logo estaria rodeado de muitos Splicers, tantos que ele não poderia dar conta! Ele correu para uma loja, entrou e usou a porta como uma barricada. Atirava com o electro-Bolt, toda vez que as criaturas se aproximavam da porta, elas se retorciam no chão por uns segundos e logo fugiam. Só ai pode perceber, agora havia também mulheres, horrendas, gritando sons incompreensíveis, suas aparências eram bizarras, a pele tinha uma aparência de, quase como um tipo de borracha, não tinham pupilas, seus olhos se resumiam a uma mancha amarela, com uma espécie de cartilagem repugnante, as roupas eras sujas, muitos estavam cobertos com pedaços de bandagens.
... A situação estava ficando cada vez mais complicada, os Splicers estavam dando gritos cada vez mais altos, ele se deu conta que aquilo era um tipo de comunicação entre eles. Eles estavam chamando mais e mais Splicers. Mais Splicers para matá-lo!

... Ele pegou o rádio: – Atlas! Atlas! Eu preciso de sua ajuda, responda!
... – Atlas respondeu: Seu idiota, eu disse para não perder tempo em lugar nenhum.
... – Ele respondeu: Tá certo, mas o que eu faço agora tem algum lugar seguro?
... – Atlas: - Os Splicers o cercaram, tente causar algum tipo de incêndio para distraí-los, use o electro-Bolt, veja se tem algum material inflamável, depois saia de onde estiver e corra pelo corredor principal em direção a um elevador. É o único meio de acesso para a área superior, você deve fazer isso agora, logo estará com todos os Splicers da área ao seu redor, se não sair agora, mesmo com o poder do Plasmid, Você não vai conseguir vencê-los. VÁ!
... – Ele responde com sarcasmo: “É estrangeiro... Seja bem vindo a Rapture!”

... Ele foi até a entrada da loja e disparou um forte raio em direção aos Splincers, sendo que atingiu alguns Splincers que estavam sobre umas poças de água, eletrocutando quatro de uma vez! – Claro, seu idiota, água conduz eletricidade! Então, ele percebeu, umas redes de canos sobre o teto, poderiam ser de tubulação de esgoto, gás, mas o que ele queria é que fossem da tubulação de água. Seria arriscado, ele pensou em atirar nelas com o raio elétrico, se fosse à tubulação de água, poderia eliminar a maior parte dos Splicer, eram mais ou menos uns doze, mas se fosse à de gás, ele estaria fudido, tudo acabaria em uma grande explosão, os Splicers, ele e sua aventura nessa merda de cidade. Merda. Isso merda. Ainda havia a terceira opção, um tubo de esgoto, essa cidade era um gigantesco complexo de compartimentos sobrepostos e interligados. Poderiam ser parte do sistema de esgotos do andar superior. Nesse caso, a rua seria inundada por merda. Ser morto, provavelmente dilacerado por uma horda de Splicers, e ainda por cima num mar de merda. Mas que bela maneira de morrer, pensou ele.
...- “Caralho! - Ele continuou atirando contra os Splicers ao redor, e golpeando uns que se aproximavam da porta, quando percebeu no seu braço esquerdo, a barra azul do relógio, a barra que indicava a quantidade de soro EVE no seu corpo, estava diminuindo. – Merda, merda, merda! Preciso fazer alguma coisa logo, se continuar aqui, todos os Splicers dessa bosta vão me cercar até que não possa mais dar conta deles, sem falar que estou acabando com o estoque de EVE no meu corpo, e se isso ocorrer eu vou morrer. – “Fudido de qualquer jeito.”, pensou ele!
... Ele então percebeu que não tinha outra escolha, teria que tentar atingir os canos do teto, e rezar para que fossem da tubulação de água. Ele não teria tempo de tentar achar alguma coisa para causar um incêndio como Atlas sugeriu, os Splicer invadiriam a loja, e ele seria morto. Ele não teve escolha. Decidiu que iria sair correndo da loja, correr o máximo possível em direção ao elevador, e atirar contra os canos do teto na última hora possível. E o que tiver que ser, será.
... Ele saiu da loja, atingindo com os raios três Splicers que avançaram sobre ele, eles foram paralisados e ele tratou de golpeá-los com a chave inglesa. Ele conseguiu matar um, enquanto os outros dois se afastaram cambaleando. Em seguida, os outros vieram em seu encalce gritando e em uma velocidade feroz. Ele Atirou com o electro-Bolt, paralisando-os, em seguida ele começou a correr com uma velocidade incrível, esperando não haver nada que bloqueasse o caminho entre ele e o elevador.
... Os Splicers logo se recuperaram e foram atrás dele. O estrangeiro estava com o coração a mil, quando viu o elevador no final do corredor. Ele se virou e começou a disparar os raios elétricos contra os canos. Ele chegou à porta do elevador e apertou o botão para abrir a porta. Por sorte ela logo abriu e ele entrou. Antes da porta se fechar, ele disparou mais uma vez contra os canos, que romperam molhando os Splicers com água, sim, a doce* -*referindo-se ao fato de ser água, e não que a água seja doce, pois como sabe a água do Atlântico é salgada- e gelada água do Atlântico! Ele disparou o Electro-Bolt eletrocutando os Splicers, bem a tempo ele pode ver as criaturas caindo e se retorcendo no chão, enquanto a porta fechava.
... Ele caiu então exausto no chão, estava suado, seu coração palpitando. Ele respirou fundo e olhou mais uma vez para o visor do relógio, a barra do soro EVE. Ele deveria se preocupar agora, em manter o nível do soro EVE instável no seu corpo, se não morreria.
... Só então percebeu a música típica de elevadores que tocava enquanto ele era levado para o próximo nível da cidade. Ele então começou a rir com tudo que havia acontecido, com o “tan,nan, nan, nan, tan,nan, nan...” do elevador, aquilo era no mínimo surreal, principalmente considerando o que tinha acabado de passar.

...- ATLAS: Parabéns por ter sobrevivido aos Splicers. O som da voz de Atlas o fez perder o breve sorriso que a música do elevador havia lhe causado, a realidade estava o chamando mais uma vez.
... -“ Você está agora indo para o segundo nível dessa área da cidade, minha família está nessa área. Vou lhe dar as instruções sobre como achá-los. Aqueles Splicers eram apenas alguns dos habitantes psicóticos de Rapture. Você está entrando agora nos domínios de RYAN. Existem câmeras de vigilâncias, unidades motoras de vigilâncias- robôs – e os Splicers do exército de Ryan, eles não são como os que você acabou de enfrentar. São organizados, tem um objetivo especifico. Que tenha certeza, é de mata-lo a qualquer custo. São controlados por Plasmids de controle mental, são fies ao seu dono, e farão de tudo para atender aos desejos dele.
... Ele respondeu: - Que tipo de chance eu tenho então? Você parece querer que eu morra. Como posso ter uma chance de sair daqui?! A propósito fale-me sobre o ADAM, como consigo mais, a barra do relógio está diminuindo. Você não pode me enviar mais?

“... – Não, o que pensa que sou?! Você deve me ajudar, e eu te ajudarei na medida do possível. Você vai chegar à parte que um dia foi o coração comercial da cidade de Rapture, Restaurantes, lojas, um grandioso centro comercial, que antes fervilhava de vida, praticamente 24 h por dia, agora está como a maior parte de Rapture, reduzida a escombros, lixo, poças de água, entulhos e tudo o que Você já viu. É nessa parte que você vai encontrar minha família. E muitos Splicers. Você vai encontrar uma série de Splicers diferentes do que já viu, apesar de os tipos existentes não serem realmente muitos. Se reduzem mais ou menos a cinco variações. No relógio existe um dispositivo que identifica os Splicers que Você vê, ele lhe dará algumas informações sobre o poder de ataque e defesa deles. Use para elaborar sua estratégia de defesa. Crie lugares seguros, pontos de segurança para passar a noite, descansar e comer um pouco. Não se esqueça de vasculhar tudo atrás de dinheiro, armas e ADAM. No auge da ascensão econômica de Rapture, FONTAINNE espalhou por Rapture máquinas onde era possível conseguir comprar tudo, desde armas, munições, e até mesmo ADAM. Você poderá comprar esses itens, mas para isso você obviamente vai precisar de dinheiro, você não terá dificuldades em achar, colete dos cadáveres ou mesmo poderá encontrar largado ao acaso no chão.
...- Máquinas de vendas de armas!? Que tipo de comercio vocês pretendiam com isso, me parece óbvio que tudo iria acabar na merda que Rapture se tornou, vendas de armas...
... “- Uma arma em cada lar, a paz em Rapture” O Slogan de FONTAINNE, o livre comercio era umas das bases da ideologia de RYAN. O que permitiu a ascensão bélica da FONTAINNE INC. e depois o auge e hegemonia da tecnologia do domínio da ADAM e dos Plasmids, elevando a FONTAINNE FUTURISTISC a ser a empresa mais próspera de Rapture. O que ocasionou a inveja de Ryan e o medo de perder o domínio sobre Rapture, o que o tornou também um déspota tirano. Dando início a guerra entre Fontainne e Ryan. Você deve ir até a Neptune's Bounty para encontrar a minha família.
... Ele pergunta: Sua família está nesse lugar?! Mas o que eu faço quando encontrar eles, quem são quantas pessoas?!

...- Você verá quando chegar a hora. Saia do elevador, saia e se dirija para o restaurante Kashmir, deve haver dinheiro, comida. Talvez encontre alguma arma. Mas cuidado, ele deve estar infestado de Splicers, nas vésperas do ano novo de 1959, Rapture caiu, os Splicers invadiram a festa da elite de Rapture junto com os cidadãos das áreas mais pobres de Rapture, a maioria dos ricos de Rapture morreram ou saíram gravemente feridos. A guerra civil foi instalada, Rapture caiu.
...- Estrangeiro: - 1959?! Mas isso foi a apenas há um ano, em tão pouco tempo sua cidade foi destruída?!
...- ATLAS: - Sim. Em tão pouco tempo, Rapture se tornou no que você está vendo. Não posso lhe falar mais nada, por enquanto. Essas áreas que você vai explorar são de pleno domínio de Ryan, ele possui câmeras de vigilância, robôs, splicers... Não fique parado, cada segundo poderá ser o seu último. Você deve ir até o restaurante Kashimir, o outrora mais famoso e frequentado por toda a elite de Rapture, onde Rapture viu sua última e mais gloriosa festa de réveillon, o de 1959, terminar em um grande mar de sangue, sangue dos nobres, derramado pelos pobres, e exércitos de splincers. – Ele saiu pela porta do elevador, sem saber o que lhe espera. Andando, seu coração disparava a cada passo, seu sentido de alerta o mantivera vivo até agora, isso por causa da ADAM, das plasmids, e acima de tudo da ajuda de ATLAS. Ele não sabia ainda o porquê, mais estranhamente, ajudar ATLAS parecia ser seu único motivo de continuar, desde que sobreviverá a queda do avião, nadará com todas as suas foças nas águas frias e revoltas do Oceano Atlântico, indo parar em um Farol misterioso no meio do Atlântico, adentrando em seus mistérios, indo parar dentro de uma antessala misteriosa, onde havia apenas uma cabine metálica, e me seu interior após ficar preso nela, uma única alavanca que inicio sua dramática aventura e sua luta frenética por sobrevivência, cada segundo passado erra uma vitória.
***
Um doce olhar... Um passado recente de glória!
... O Nascer do Sol parecia ainda mais forte e vivido naquela parte do Atlântico. Gigantescos guindastes, sobre imensas plataformas semelhantes as utilizadas para a prospecção de petróleo, maquinários pesados, e muitos, muitos operários, trabalhavam quase 16 horas por dia, em vários turnos, tudo sob a observação do visionário – e bilionário- Andrew Ryan, sobe sua atenta supervisão, o ruído dos maquinários, quase ensurdecedores, anunciavam que estava cada vez mais perto à realização de seu grande sonho! A criação de um novo mundo, uma sociedade utópica perfeita, isolada de todos os males e vícios que corrompiam a humanidade, religiões, governos, ideologias, países com suas ridículas fronteiras, e todo o lixo que acabaria levando a humanidade a conhecer fatalmente a sua destruição. Pelo menos, naquele único ponto em todo mundo, os melhores e mais aptos representantes de toda a humanidade, todos escolhidos por Andrew, desenvolveriam através de seus sonhos e suas rédeas, uma sociedade perfeita, nunca antes existente em toda a história do planeta. Onde os cientistas poderiam trabalhar com livre acesso as mais altas tecnologias, sem precisar mendigar por financiamentos de faculdades, grupos empresariais, ou mesmo de magnatas como ele, onde todos os grandiosos avanços tecnológicos levariam a futura humanidade a se desenvolver cada vez mais e mais, levando os humanos a alcançarem o seu mais alto grau de desenvolvimento, tanto nos campos das ciências, como nas áreas humanas, filosóficas e sócias.
A sociedade perfeita. RAPTURE – ELEVAÇÃO-.
1947- Caixa de Pandora

2 comentários:

  1. ... Estou terminando as correções até o capítulo III. Espero finalizar em breve.

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  2. ... Possívelmente, faça alterações no que já foi publicado.

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